Arte para todos
Na TH, arte não é algo distante, intocável - é parte do nosso dia e da forma como enxergamos o mundo.
Através do TH Artsy, trazemos um olhar atento para artistas e designers que nos inspiram. Entre os clássicos e os contemporâneos, as obras que escolhemos falam de identidade, materialidade e emoção.
E se existe um ano para descobrir novas perspectivas, e mergulhar em um universo ARTSY - esse ano é agora.
Selecionamos três artistas, os preferidos da nossa founder Marcela Caio no último ano, que merecem estar no seu radar em 2025.
Seja pela intensidade da cor, pelo domínio dos materiais ou pela liberdade do gesto, cada uma delas traz uma forma única de expressão.
ANNA ZEMÁNKOVÁ
O JARDIM DO IMAGINÁRIO
Anna Zemánková cria universos onde plantas florescem sem obedecer às leis da botânica. Suas obras, feitas de pastel, guache e colagem, trazem formas de flores que parecem nascer de sonhos, flutuando entre o real e o abstrato.
Autodidata e intuitiva, começou a desenhar depois dos 50 anos, como um ritual diário, quase meditativo. O que começou como um escape pessoal tornou-se uma das expressões mais singulares da arte visionária do século XX.
Suas composições hipnotizantes, simétricas e orgânicas, parecem fluir como se estivessem vivas.
Uma arte que pulsa, cresce e convida à contemplação.
NATASZA NIEDZIOLKA
O BORDADO COMO PINTURA
Natasza Niedziolka desfaz fronteiras entre o desenho, a pintura e o bordado. Seu trabalho traz fios coloridos sobre tecidos neutros, criando uma sobreposição de gestos intuitivos e composições abstratas.
Seus bordados, muitas vezes monocromáticos, são um registro do tempo e do ritmo da repetição ? um processo de paciência e meditação que transforma o ato de costurar em um campo expandido da arte.
A delicadeza do bordado encontra a força das pinceladas e das manchas, trazendo um jogo entre o feito à mão e o espontâneo.
Se a pintura pode ser bordada, o bordado pode ser pintado.
SHEILA HICKS
O TÊXTIL COMO ESCULTURA
Sheila Hicks transforma fibras em histórias. Suas obras desafiam a ideia tradicional de escultura ao trazer a maciez e a organicidade dos fios como forma de expressão.
Desde os anos 60, seu trabalho transita entre o artesanal e o monumental, criando instalações em grande escala que evocam a relação entre corpo, espaço e textura.
Seus tecidos coloridos, entrelaçados e tecidos à mão, revelam influências da tapeçaria pré-colombiana, do modernismo europeu e das viagens que moldaram sua trajetória.
Na arquitetura, no design e na arte contemporânea, Hicks continua provando que o têxtil é uma linguagem universal.
Arte, em todos os lugares
Na TH, acreditamos que arte não é apenas sobre o que vemos, mas sobre o que sentimos.
Seja nos traços de um artista contemporâneo ou nas texturas que escolhemos para casa, trazer arte para o dia a dia é um gesto de identidade.
E, se 2025 é um ano para explorar novas perspectivas, que seja com cor, textura e novas formas de enxergar o mundo.
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