Entre o céu e a terra
Ontem em Paris, o Grand Palais foi palco de um novo cosmos.
Sob um céu de planetas suspensos, Matthieu Blazy apresentou sua estreia como diretor criativo da Chanel, marcando o início de uma nova era. A passarela, refletindo o cosmos, recebeu modelos que desfilaram clássicas camisas de alfaiataria, silhuetas fluidas, saias de cintura baixa e muita seda, reinterpretando o clássico tweed.
Blazy, conhecido por sua visão inovadora, trouxe à tona uma coleção que dialoga com os astros, como se as estrelas tivessem sussurrado seus segredos para ele. Essa fusão entre o legado da Chanel e a modernidade proposta por Blazy ressoa com o universo astrológico e fragmentos do zodíaco que nos guiam na TH, nos nossos conteúdos diários, para além da curadorias, nos conectar com o cosmos.
"Ainda nos astros, vale mencionar os signos tão presentes na linguagem da maison. Gabrielle era leonina, Karl Lagerfeld virginiano e Blazy, canceriano. Essa sensibilidade à flor da pele, tão típica de Câncer, marca sua estreia: emotiva, romântica, intuitiva."
A coleção foi uma conversa entre o passado e o futuro, entre a tradição e a inovação.
Quando ecoa o clássico hit do Snap!, "Rhythm is a Dancer", letra reforça a atmosfera: "Lift your hands and voices, free your mind and join us. You can feel it in the air", há um calor vibrante, refletido nos vermelhos e acobreados da coleção.
Assim como os astros guiam nossos caminhos, Blazy guiou a Chanel por um novo caminho, cheio de possibilidades e promessas.
"Foi muito Chanel, foi muito Matthieu. A alta-costura, porém, promete ainda mais, Blazy renovou quase toda a equipe criativa, ali teremos a chance de compreender o que ele propõe para além do cotidiano: a fantasia que tanto ansiamos, mesmo que através da pequena tela que seguramos nervosos nas mãos."
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