O Marrom
By Tamara Rudge
Há cores que vêm e vão. Outras voltam - ficam e parecem eternas.
Nos últimos meses, entramos no mood do marrom. Um retorno aos tons terrosos, quentes e naturais, que se tornaram presentes: na moda, nas paredes, em obras de arte e nas mesas postas.
No vídeo que fizemos com a Tamara Rudge, amiga e parceira de longa data da TH, este final de semana, ele aparece como pano de fundo - um novo básico sem esforço.
Mas por que agora?
O marrom ganhou força silenciosa nos últimos dois anos - primeiro, com a retomada de uma estética mais natural e sensorial, após uma era de excesso digital.
Ele surge como uma contraposição ao visual hiper saturado, trazendo de volta a busca por equilíbrio, acolhimento e texturas reais.
Nas semanas de moda mais recentes - da Bottega Veneta a The Row - ele aparece como protagonista. No design e na arquitetura, como cor que ancora espaços com presença e serenidade.
Na arte, seu uso tem se intensificado como reflexo de temas mais profundos: raízes, ancestralidade, tempo e natureza.
Na Nossa Curadoria
Na TH, a cor chegou aos poucos - mas logo se tornou bem presente.
A mesa, o marrom aparece com força: a Richard Ginori também incorporou novos tons terrosos à mesa. As coleções Catena e Labirinto - reinterpretam Cashmere e Ebano como suas novas cores.
Os colares da Nao Yuasa que são jóias e esculturas para casa, feitos com madeira queimada pela técnica japonesa shou sugi ban, revelam a profundidade e a potência do marrom em sua forma mais orgânica, e foram tomados por uma paleta de marrom floresta.
Nas almofadas, tecidos tramados artesanalmente, com variações sutis de tom, reforçam a estética do toque e do tempo.
O marrom não é só cor - ele se colocar como linguagem. Um retorno ao essencial, à terra, ao gesto.
Na TH, seguimos traduzindo esse novo olhar em cada detalhe da nossa curadoria.
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