Pausa para Sentir
Hoje é sábado. E talvez o que o dia mais nos peça seja presença -
não para produzir, não para render,
mas para se escutar com gentileza.
Depois de uma semana sem intervalo, às vezes tudo o que o corpo e a mente precisam é de espaço.
Espaço para sentir sem pressa. Para não responder nada. Para existir com leveza.
Tem dias em que só conseguimos seguir porque apertamos o modo automático. Mas o que passa sem pausa vai, aos poucos, perdendo cor.
Respirar profundamente, caminhar sem destino, mover o corpo, fechar os olhos por alguns minutos com consciência - são formas silenciosas de oxigenar o cérebro e o coração.
Uma sequência simples de respirações de Kundalini, pode mudar o nosso estado emocional em minutos. Ou talvez o que funcione para você hoje seja só não fazer nada - e isso também vale.
O importante é lembrar que acolher o que sentimos não nos enfraquece. Pelo contrário: é o que faz a luz voltar a ser nossa - não a que brilha para fora, mas a que ilumina por dentro.
E se quiser, afastar-se um pouco dos palcos... das redes, que no final do dia, são só um recorte. Não mostram os bastidores, nem as pausas que nos salvam.
Nem a complexidade de ser alguém que sente tudo - e mesmo assim, segue.
Hoje, talvez, a maior coragem seja essa: parar.
Olhar com carinho para o que você está sentindo.
E lembrar que é preciso do escuro, para se fazer luz novamente.
com carinho,
Theodora Home
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