Beyond Wanting
Tem um lembrete ao qual a gente sempre volta: o poder de um coração verdadeiramente grato.
O começo do ano costuma vir cheio de intenção. Mesmo quando tentamos pausar, a cabeça já está alguns passos à frente: pensando no que ajustar, carregada de sonhos, metas e novos objetivos.
É quase automático. A gente segue querendo, mesmo quando já tem tanto em mãos.
Esse querer constante nem sempre é uma ambição saudável.
Muitas vezes, é só um jeito de, sem perceber, viver orientado pela falta, pelo que ainda não chegou, e pelo que imaginamos que precisa acontecer.
O lembrete que trazemos hoje, á da gratidão, que caminha no sentido oposto.
Ela é uma frequência, que nos traz de volta para o agora.
Quando estamos nesse estado, algo se transforma. O nosso corpo relaxa um pouco. A mente desacelera. O sistema nervoso sai do modo de alerta e entra num lugar mais receptivo.
A percepção se amplia, o julgamento perde força, e as decisões ficam menos reativas e mais claras.
O curioso é que isso passa despercebido até para quem já leu muito sobre o assunto: a gratidão não transforma o mundo externo de imediato.
Ela transforma o ponto de onde a gente olha para o mundo. E isso, por si só, muda muita coisa.
Agradecer reorganiza mais rápido. Ajusta o foco. Suaviza o caminho. E, muitas vezes, muda o desfecho sem que a gente perceba.
Aquilo que chamamos de manifestar talvez não seja criar algo do zero, mas enxergar as portas que já estão ali.
Quando a gente se posiciona em gratidão antes do evento, para de resistir e começa a presenciar portas se abrindo.
Somos muito gratas por quem lê, observa e caminha com a gente.
Que o ano comece com menos pressa de querer mais e mais consciência do que já está em torno de nós.
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