Luminous Blue
As previsões de tendências já apontavam, e com o olhar atento, quando começamos a nos deparar repetidas vezes com ele, costuma ser um caminho de comportamento sem volta.
Ele é saturado, nada discreto e inconfundível.
O Luminous Blue faz a ponte entre o passado, o presente e o futuro. Com a interconectividade como tema WGSN definidor para 2027 e base da seleção de cores- chave, essa tonalidade marcante foi a escolha perfeita. Embora associada à pedra semipreciosa lápis-lazúli, base de um pigmento azul vibrante usado há séculos, ela também remete ao cobalto, o principal ingrediente das baterias de íons de lítio que estão alimentando nossa atual transição energética. Esse tom de azul vibrante nos conecta a técnicas tradicionais de artesanato e tingimento, que continuam a aproximar pessoas através da troca de conhecimentos e habilidades.
Antes de se consolidar, o momento de uma nova cor surge na repetição sutil de sinais, em lugares diferentes demais para parecer coincidência.
O Luminous Blue surge como resposta para uma geração cansada da saturação constante. Ele carrega tecnologia, presença digital, mas ainda preserva algo contemplativo entre tempos.
Há cores que transcendem espetros e assumem o leme de qualquer paleta, seja pela sua história, magia ou até união peculiar de pigmentos.
É nesse universo de realeza cromática que surgiu o azul Klein. Desenvolvida em 1960 pelo artista francês Yves Klein, esta tonalidade ultramarina carateriza-se como profunda, vibrante e opaca, ao mesmo tempo que visa espelhar a infinidade do que é imaterial.
Ao longo das décadas, a cor tornou-se um dos principais alicerces da Arte moderna e contemporânea e novamente volta ao palco.
Na neurociência da cor, azuis luminosos costumam ativar estados ligados à expansão mental, concentração e percepção espacial. Diferente dos azuis mais fechados, associados à estabilidade, esse tom provoca algo mais próximo na imaginação.
Ele aparece em pequenos detalhes de styling, em interiores quase monocromáticos, e não deixa a presença fora de galerias de arte, funcionando como um campo imersivo de percepção.
Um azul que transita e viaja o tempo, e nos provoca na capacidade de parecer novo sem provocar nenhum estranhamento, ao contrário, ele é intenso e um clássico atemporal.
The Velvet Edit
Imersos na nova estação, abrimos espaço para os têxteis que nos acolhem nesta estação.
Onde cada frame é pensado como documento têxtil: uma superfície que guarda memória, dando protagonismo a fotografias que contam histórias nas nossas casas e famílias.
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